segunda-feira, 26 de março de 2018

3 C da EE Conj Hab. José Paulino Nogueira

para os alunos no 3 C EE Conjunto Habitacional José Paulino Nogueira

A primeira atividade que fizemos foi a seguinte:
a partir da história dos nossos familiares, discutimos sobre as mudanças da vida da cidade para o campo. Cada grupo escolheu um aspecto dessa mudança para escrever um texto. Depois pedi para vocês conectarem o seu texto com o texto dos seus amigos.

agora (março e abril) vamos fazer o seguinte: vamos, ainda a partir da história das nossas famílias, discutir como os assuntos discutidos pela Sociologia, entre eles, o Estado Brasileiro, a influência dos EUA (imperialismo?) o trabalho, a educação, a saúde, a polícia, entre outros, alteraram e continuam modificando nossas vidas. Podem consultar o livro de Sociologia de vocês (os livros e os caderninhos de outras matérias também podem ser consultados, entre eles, história, filosofia, geografia, entre outros) e também a internet.

Para a próxima aula, iremos conversar sobre o que vocês sabem e o que vocês gostariam de saber sobre os assuntos discutidos na Sociologia (é importante lembrar sobre são assuntos discutidos também pelas outras matérias) para melhorar a vida de vocês, para vocês terem mais clareza acerca daquilo que aconteceu e está acontecendo.

Há um programa da TV cultura que é bem legal, chama-se Somos 1 só. Os programas estão http://www.somos1so.com.br/.

para aqueles que querem se preparar para o vestibular, dou aula no cursinho da moradia estudantil, Proceu. o Site é:
http://www.cursinhoproceu.com/
https://pt-br.facebook.com/cursinhoproceu/
o site da unicamp para o vestibular é:
https://www.comvest.unicamp.br/
no youtube há muitas aulas sobre todas as matérias que o vestibular cobra, recomendo o vestibulando digital da tv cultura

domingo, 18 de março de 2018

para os 2 e 3 anos EE Conj. Hab. José Paulino e EE Anibal de Freitas

Bom dia a todos
Vou reproduzir aqui a conversa que tivemos na semana passada onde me apresentei a partir dos cursos que fiz e iniciamos o estuda da filosofia ocidental, ainda que tentaremos problematizar algumas dessas ideias.
Meu nome é Robson Gabioneta, fiz curso de Eletricista de manutenção no Senai, Eletro-Eletrônica no Cotuca, Graduação e mestrado em Filosofia na Unicamp e agora estou terminando o curso de Sociologia também na Unicamp.
Meu desafio será coordenar: as minhas possibilidades de ensino àquilo que eu penso ser importante para vocês (ai preciso que vocês me digam quando estou certo ou errado) com o currículo de filosofia para o Ensino médio.

Para começar, vou apresentar dois textos para explicar o que entendo ser filosofia e o que acho importante discutimos no século XXI:

Como e o que estudavam os alunos de Platão na sua academia?
Eles estudavam qual era a 'lógica' de Homero, Hesíodo, Simônides, Píndaro. Estudavam como os poetas pensavam, mas não só, faziam exercícios, como se eles próprios fossem poetas, para verificar se de fato tinham aprendido a lição. Estudavam todos os matemáticos. Estudavam todas as músicas da época para acompanhar as 'tendencias'. Estudavam todas as tragédias e comédias, e também compunham para mostrar ao mestre Eurípides. Estudavam a medicina para saber como funciona o corpo humano. Estudavam todas as religiões para saber como funciona a alma humana. Estudavam todas as constituições das cidades gregas para saber como o homem se organiza politicamente. Por fim, escreviam tratados sobre: poesia, leis, justiça, beleza, piedade, temperança, amizade, alma, deuses, etc. Os mais 'adiantados' escreviam diálogos junto com Platão. E hoje? Se fossemos criar uma academia como a de Platão como faríamos?


2 texto

Luiz Marques, no seu livro Capitalismo e Colapso Ambiental (2016, p. 634-635), apresenta duas posições de grupos de cientistas distintos sobre a questão ambiental:

Grupo A: Nós, membros da comunidade científica e intelectual internacional [...] exprimimos a vontade de contribuir plenamente à preservação de nossa herança comum, a Terra. Contudo, inquietamo-nos ao assistir, na aurora do século XXI, à emergência de uma ideologia irracional que se opõe ao progresso científico e industrial e prejudica o desenvolvimento econômico e social. Afirmamos que o estado de natureza [...] não existe [...] a humanidade sempre progrediu adaptando a natureza a si própria e não o inverso.

Grupo B: Os seres humanos e o mundo natural estão em rota de colisão. As atividades humanas infligem danos, frequentemente irreversíveis, ao meio ambiente e a recursos naturais críticos. Se não forem revistas, muitas das nossas práticas atuais colocam em sério risco o futuro que desejamos para a sociedade humana e para os reinos das plantas e dos animais, e pode alterar de tal modo a biosfera que esta se tornará incapaz de sustentar a vida nos moldes em que a conhecemos.

Identifica a posição dos dois grupos e construa frases a partir dos dois pontos de vista. Depois a analise as frases do seguinte modo:
  1. identifique os significados dos termos (das palavras) a partir de suas relações internas (com quais palavras cada palavra está ligada);
  2. modifique a frase para entendê-la melhor, faça perguntas a ela, discuta as consequências, pergunte pelos possíveis sentidos de cada uma das palavras pode ter;
  3. coloque-se na frase, o que significa ela para você, seus amigos e seus familiares



2 aula para os 1 anos

2 aula para os 1 anos (EE Conjunto Habitacional José Paulino e EE Anibal de Freitas)
semana de 19 a 23 de março

Na aula passada pedi para vocês conversarem com seus familiares sobre suas histórias: de onde vieram, como era a vida no lugar que nasceu, como mudou, porque não voltou, etc. Agora crie mitos e filosofias, invente histórias a partir das histórias que te contam e depois faça generalizações. Também é possível identificar mitologias e filosofias semelhantes as suas. Vou dar dois exemplos:

1 - Certo dia minha mãe disse que havia uma briga entre os filhos do namorado dela para saber como se daria a divisão das suas casas. Como meu pai morreu em 2005, também entre os filhos da minha mãe, meus irmão, também acontecerá uma partilha. Só que minha mãe se adiantou e não quer que sua casa seja vendida, caso seja, ela disse que iria puxar os nossos pés.
Generalização: toda a vez que há uma partilha, há disputas.
Mitos semelhantes: tragédia grega Agamenon, Trabalho e os dias de Hesíodo

2 - Há uns anos atrás quando junto com amigos alugamos uma casa, conversamos sobre a distribuição dos quartos. Eram quatro quartos, sendo um deles com banheiro. Duas pessoas queriam o mesmo quarto, então, depois de algumas discussões, foi definido quem iria ficar em cada quarto.
Generalização: as pessoas sempre disputam aquilo que é melhor para elas.
Filosofia: Heráclito: a guerra é pai de tudo.
Mitos semelhantes: Íliada de Homero


sobre minhas histórias educacionais:
http://umaconversasobrefilosofia.blogspot.com.br/2015/05/conversa-no-adalberto-prado-e-silva.html

Para 1 anos da EE Anibal de Freitas e EE Conj. Hab. José Paulino Nogueira

Bom dia a todos
Vou reproduzir aqui a conversa que tivemos na semana passada onde me apresentei a partir dos cursos que fiz e iniciamos o estuda da filosofia ocidental, ainda que tentaremos problematizar algumas dessas ideias.
Meu nome é Robson Gabioneta, fiz curso de Eletricista de manutenção no Senai, Eletro-Eletrônica no Cotuca, Graduação e mestrado em Filosofia na Unicamp e agora estou terminando o curso de Sociologia também na Unicamp.
Meu desafio será coordenar: as minhas possibilidades de ensino àquilo que eu penso ser importante para vocês (ai preciso que vocês me digam quando estou certo ou errado) com o currículo de filosofia para o Ensino médio.

Mito X Filosofia
O primeiro tema que normalmente é trabalhado nos livros didáticos, e o livro que vocês não fossem a regra, é oposição entre o Mito e a Filosofia. Numa primeira aproximação do problema poderíamos dizer que o Mito seriam história inventadas sobre eventos longínquos, do outro lado a filosofia se ocupa dos fatos verdadeiros, construindo procedimentos para investigar o real. O Mito seria próximo a Religião, enquanto a Filosofia teria possibilitado o desenvolvimento da Ciência. Assim teríamos para a Grécia, lugar que teria dado origem ao dito pensamento ocidental, três tipos de relações:

  1. a Filosofia seria oposta ao Mito
  2. a Filosofia teria sua origem no Mito, mas teria se distanciado dela
  3. a Filosofia nem toma conhecimento do Mito, ignorando-a
Não sei se todos perceberam, mas todas as relações começam com a Filosofia, portanto essas relações são a partir do ponto de vista da Filosofia. O que aconteceria quando o Mito olha para a Filosofia? E se junto com essa mudança de olhar, mudarmos a definição de Mito dizendo que ele são histórias reais e inventadas misturadas? A partir dessa definição poderíamos dizer que para o Mito a Filosofia é uma de suas partes uma vez o Mito são histórias reais e inventadas e a Filosofia se produz a partir de histórias reais.

Outra coisa discutida dentro desse momento é a suposta origem do Ocidente: a Grécia Antiga. Bom isso é sempre dito nos livros didáticos e tenha sua importância histórica, porém há algumas coisas que precisamos problematizar: 
  1. Os povos que dominaram os gregos não absorveram totalmente seus costumes (os gregos foram mortos!)
  2. não existe os gregos, existe as pessoas de Atenas, Esparta, Tebas, entre outras, e essas pessoas se juntaram em alguns momentos, como nos festivais e nas guerras
  3. Atenas, a cidade mais badalada, ela uma cidade portuária que recebia gente de todos os lugares do mundo, portanto a dita cidade modelo grega não era uma cidade tão grega assim...
Pesquisa sobre nossos costumes:
Em duplas ou trios, conversem sobre os costumes, hábitos, história, mitos, dos seus pais, avos e familiares.

terça-feira, 13 de março de 2018

Cursinho da moradia, Proceu, 2018

Para os alunos do cursinho da moradia, Proceu, 2018

para vocês não se perderem no blog, vou colocar os principais links acerca da conversa que tivemos na primeira aula, 28/02 e da nossa 2 aula, 14/03

primeira aula 28/02

os links daquilo que conversamos são:
http://umaconversasobrefilosofia.blogspot.com.br/2017/03/1-aula-cursinho-da-moradia-introducao-e.html

recomendação de videos no youtube:
https://www.youtube.com/watch?v=kix2L1j2cDc&t=0s&index=10&list=PLwxNMb28XmpdJpJzF2YRBnfmOva0HE0ZI
https://www.youtube.com/watch?v=flOJubw6SG0&list=PL8PEFpPr13IjdUUstP-VgS84q_chQwCcp&index=1

a gravação da aula do dia 28 está no dropbox, vejam se voces conseguem acessar:
https://www.dropbox.com/home/aulas%20de%20filosofia%20cursinho%202018

e no google drive
https://drive.google.com/drive/folders/1s36zLXjpNq30hScJqDSMnbLrxIGUOQVn

apostila do coc



quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

A maiêutica socrática (teste IF de boituva)

Aula teste do instituto Federal Boituva para vaga de professor substituto de Filosofia: Edital nº 794 de 13 de novembro de 2017.
Candidato: Robson Gabioneta
Tema escolhido: A maiêutica socrática
Objetivo:
1. Identificar dois aspectos da maiêutica socrática: o não saber de Sócrates e a união de teorias (Teeteto, Protágoras e Heráclito)
2. Aplicar a maiêutica em pesquisa sobre ciências da nossa época
Aluno: 1 ano do ensino médio técnico
Competências / Habilidades:
1.    Identificar o não saber de Sócrates
2.    Identificar como Sócrates uni teorias de Teeteto, Protágoras e Heráclito
3.    Aplicar o não saber de Sócrates em teorias da nossa época
4.    Unir teorias da nossa época
Recursos didáticos: Os recursos didáticos utilizados serão: lousa, computador, data show e texto produzido pelo concorrente disponibilizado no blog.[1]
Tempo: 15 minutos.
Conteúdo[2]
No diálogo Teeteto de Platão, na página 151e, Teeteto dá duas definições de conhecimento:
Quem sabe alguma coisa sente o que sabe
Conhecimento não é mais do que sensação
O primeiro procedimento de Sócrates (apontado no primeiro objetivo) é modificar essas definições:
Conhecimento é sensação
O segundo procedimento de Sócrates é unir a outras teorias, a primeira é de Protágoras:
O homem é a medida de todas as coisas
Assim, somando os dois:
O homem é a medida de todas as coisas + Conhecimento é sensação
= Aquilo que Sócrates e Teeteto sentem, pois são homens, como o frio do vento ou o não frio, são os conhecimentos que eles possuem.

Isso foi o primeiro objetivo, mostrar como Sócrates, não sabendo nada, mas modificando e somando a teoria de Teeteto com a de Protágoras, ajudou a Teeteto a produzir um saber que na continuidade do diálogo será investigada. O segundo objetivo é usar essa técnica para ciências de nossa época[3]:
Os alunos devem fazer grupos de 2 a 4 pessoas e fazer o seguinte:
1.    Escolher uma ciência (ou disciplina escolar);
2.    Quais as definições de conhecimento desta ciência (pode-se consultar livros, internet e/ou pessoas);
3.    Faça como Sócrates, modifique as definições e una-as.
Exemplo 1: Alunos que ao pesquisar a pedagogia poderiam chegar as seguintes definições:
O ser humano é capaz de aprender tudo + os professores ajudam no aprendizado
= só é possível aprender tudo junto com professores
Exemplo 2: Alunos que ao pesquisar a engenharia de produção poderiam chegar as seguintes definições:
As máquinas são inventadas pelo homem + as máquinas fazem coisas que o homem não consegue fazer
= os homens fazem as máquinas para substituir os homens

Avaliação:
Penso que a avaliação visa verificar o que os alunos entenderam. Assim, tanto professor quanto os alunos são avaliados. No caso a nota corresponde a quanto o grupo conseguiu, com a ajuda do professor, atingir os objetivos da aula.
Se o(a) aluno(a) não concordar peço para ele escolher outro (a) aluno(a), eu também escolho aluno(a), e então, discutimos qual a melhor nota que representa o desempenho daquele aluno(a).

Bibliografia
ARANHA, Maria Lucia Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: Introdução à Filosofia. 6ª ed. São Paulo: Moderna, 2016
CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. 14ª ed. São Paulo: Ática, 2010
GABIONETA, Robson. A maiêutica socrática como ‘união’ de teoria no Teeteto. Revista Clássica, v. 28, n.2, p. 35-45, 2015.



[1] http://umaconversasobrefilosofia.blogspot.com.br/2017/08/aula-teste-ifsjbv.html. As seleções dos vídeos estão indicadas na bibliografia.
[2] Parto do pressuposto de que a filosofia tem que ser apresentada e discutida a partir da nossa realidade, a partir disso, selecionamos os trechos e formulamos algumas perguntas.

[3] Essa aula pode ser vista em: http://umaconversasobrefilosofia.blogspot.com.br/2016/02/3-ano-porto-seguro-ciencia.html

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

7 aula – filosofia moderna sec.XVIII-XIX

7 aula – filosofia moderna sec.XVIII-XIX
Montesquieu – 1689-1755
Divisão do poderes: executivo, legislativo, judiciário.
p.328 David Hume (1711 – 1776).
Vai continuar a discussão sobre propriedade de Locke. Discute a criação das instituições: a estabilidade da posse; a transferência por consentimento; realização dos contratos.
Port. P. 355. Jean Jacques Rousseau (1712-1778)
Rousseau pertence a classe dos pequenos proprietários de terras rurais, também por isso irá criticar a revolução industrial e a cidade grande.
As ciências e as artes traz o vício, por isso é preciso voltar as virtudes guerreiras (como a frente defenderá Nietzsche). Diferente de Smith, a desigualdade é fruto de um processo histórico, onde alguns desfrutam do prejuízo de outros.
Critica o EN de Hobbes pois ele usa categorias da sociedade civil. O homem no EN (o selvagem americano?) é bom moralmente, quer e precisa da paz. Para acabar com o EN os homens criaram as leis.
Todo contrato é revogável e não se pode fazer contrato sobre a vida ou a liberdade, eles não podem ser possuídos. A desigualdade traz as revolução que alimentam ainda mais a desigualdade.
p.362 “o exercício da força pura não tem continuidade a longo prazo e por isso, para ser factível, “a força deve transformar-se em direito e a obediência em dever”. “quanto mais as intenções se aproximam da unanimidade, mais também a vontade geral é dominante”. Os homens fazem contrato em prol da VG e por isso criam instituições. Para tanto, deve se reunir em assembleia em busca do consenso.
Adam Smith (1723-1790)
p.346 os ricos agindo por amor próprio, promovem o bem da sociedade ampliando o mercado, assim, basta que as instituições (o Estado) regule o mercado (protegendo a propriedade e o contrato). Desse modo ocorrerá na sociedade, tal como acontece com todo corpo físico, o MUH (movimento uniformemente Harmónico). No Estado de Natureza não há: divisão do trabalho, propriedade e contrato. Ou seja, cada homem produz para si. O preço natural dos produtos vem do: salário, renda e lucro.
Para Smith o Estado deve estar a serviço da burguesia (comerciantes), além disso deve usar o exército contra as revoltas populares. É preciso acabar com a escravidão e deixar as pessoas serem responsáveis por si próprias. Os escravos são caros.
p. 369 Kant (1724-1804)
Kant e Fiche serão contrários a burguesia inglesa e seus pensadores.
Etapas da sua obra: 1. Racionalista; 2.empirista; 3. Critica; 4. Completa a anterior com a critica do juízo.
Para kant o homem procura as leis a partir de sua finalidade e ao fazer isso para si próprio, está fazendo sua moral. Sendo o homem o único animal que faz isso, ele é a finalidade do universo.
Kant justifica o sofrimento da humanidade em favor do progresso (ciência, arte). Propõe a paz perpetua pois só nela pode-se propor uma moralidade fixa, e não no EN.
Kant acredita que o comercio é feito em paz e induz a comunicação amigável, Dussel porém lembra (nota 1103) que as guerras do sec. XVIII e XIX (e também XX e XXI) são feitas justamente para manter um comercio desigual.
Metafísica em kant é a ciência do a priori, dos conceitos puros.
O EN não é um estado injusto, é um Estado sem direito, portanto sem filosofia. O Estado é a união da multidão em torno da lei que vem da vontade geral. Só é cidadão quem é independente, excluindo assim, a mulher, o servo e o trabalhador.
p. 396. Fichte (1772-1814)
pensa que é preciso proteger os mercados internos da Alemanha contra o capitalismo Inglês, por isso é preciso organizá-lo. O livre comércio impede que países menos desenvolvidos desenvolvam sua tecnologia pois não precisa buscar o conhecimento. Ele é contra a competição desigual.
Há duas classes (de pessoas) fundamentais: 1. A que cuida da extração de produtos naturais; 2. A que manipula esses produtos. Outras classes: comerciantes, professores, militares, governo.
F.G. Schelling (1775-1854)
Schelling diz que kant e Fichte se esqueceram da natureza. Momentos políticos: 1. Revolução do povo; 2. Gênio do artista; 3. O estado deve garantir a cultura e não o comercio.
Hegel (1770-1831)
Dussel classifica Hegel como aquele que mais representa a modernidade europeia vinda da revolução industrial. Inventou a história mundial europeia com a sequencia: grecia, roma, cristianismo (sem o oriente). A vida é tema do jovem Hegel, porém ela aparece nas obras de maturidade de maneira tímida.
p.404. a morte dos progenitores é o começo do estado. O primeiro ethos é a família com o homem como chefe. Nota 1182. A identidade precisa da guerra, da luta com o outro. Na posse surge a primeira determinação, finaliza no produto, na fabricação e se aliena na venda, sendo superada pelo contrato.
Hegel diferencia as classes pelo: trabalho, consumo, cultura, ética.
Há três esferas: 1. A material, da necessidade; 2. A esfera formal, do direito; 3. A esfera estratégica.
401-411. Hegel viu a contradição do capitalismo: a riqueza traz (gera) a pobreza, com o rico ficando cada vez mais rico e o pobre cada vez mais pobre.[1] Então Hegel identifica duas soluções: polícia contra as revoltas e colonialismo, jogando a contradição para outro lugar. Desse modo o Estado precisa convencer aqueles que são operários na metrópole a ser aristocrata na colônia (é a eterna busca do butim de guerra).
Negações de Hegel: 1. O povo é indeterminado e por isso sem razão; 2. Os ‘heróis’ fundadores do Estado estão aquém (antes) do direito por isso não precisam estar sujeitados a ele. Além disso os outros povos, por não ter Estado, são dependentes daqueles que tem.
Para Hegel, o Estado (não absolutista) precisa ter duas preocupações, interna (seu povo) e externa. O Estado é divinizado, é a estrutura política máxima, é a última, a mais acabada. Por isso, os países capitalistas são “os missionários da civilização em todo o mundo”, é o espirito universal que engloba os espíritos particulares.
419. Marx (1818-1883)
Interessa-se por política, mas suas maior contribuição foi na economia. Critica a associação entre o Estado e o Cristianismo, como se o estado fosse a manifestação de deus, por isso, marx propõe a secularização da política.
A partir da modernidade o sujeito é livre para ser individual e assim, pelo seu trabalho, pode criar a sua cultura, religião, política, sociabilidade.
A totalidade é a ordem vigente. No capitalismo há uma despolitização do povo e uma superpolitização do Estado.
Marx, no manifesto comunista, explicita rapidamente o surgimento do Estado Burguês: navegação, colonização, comercio, produção, organização administrativa.
p.429, nota 1281. Assim como marx, dussel diz que o objetivo de sua teoria é a libertação dos oprimidos, isto é, fazer justiça. Para tanto, os oprimidos precisam se organizar-se enquanto povo para assim agir politicamente.





[1] Eis que na américa do sul, brasil, Bahia, umas meninas dizem: https://www.letras.mus.br/as-meninas/44262/.